
Glauco Diniz Duarte conta que primeiro, os romanos a batizaram de Baltum. Depois, vieram os árabes e lhe deram o nome de Al-buhera (na tradução, pequena do mar).
A cidade foi um dos territórios do Algarve que se mantiveram por mais tempo sob posse dos árabes, protegida por muralhas e fortificações quase invioláveis.
As heranças dos mais de cinco séculos de domínio mouro resistiram ao tempo e se refletem hoje no avanço das técnicas agrícolas, na arquitetura do centro antigo e nas influências linguísticas.
Em 1755, um terremoto provocou uma onda gigante que dizimou quase toda a população, deixando apenas 27 casas de pé.
Mal se recuperou da tragédia, a cidade foi novamente devastada pela guerra civil entre liberais e absolutistas, que cercaram o povoado e o incendiaram.
O renascimento só veio na década de 60, quando Albufeira despertou o interesse de turistas britânicos, apaixonados pela pintura expressionista de João Bailote, pelas 23 praias de água cristalina e pelo agito da noite da região.
Para celebrar a boa fase, 25 mil pessoas se reuniram na Praia dos Pescadores no Réveillon de 2010 e realizaram o maior brinde do mundo. Saúde!